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RIGESA S.A: UMA BREVE HISTÓRIA NO TEMPO

RIGESA S.A: UMA BREVE HISTÓRIA NO TEMPO Marcel Trombetta Pazinatto - sócio-fundador da APHV, p esquisador,  engenheiro  e sócio-correspondente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas (IHGG) em Valinhos-SP Resumo: No dia 04 de agosto de 1942 nascia a Gerin Focesi & Cia . A sociedade comercial em comandita simples, fundada por Jasper Bresler, Aldo Focesi e pela família Gerin chamava-se Fábrica de Papelão Campinas . Sua primeira instalação foi estabelecida em antigos ranchos de olaria no distrito de Valinhos. Após mais de 75 anos, com algumas fusões e várias designações societárias, a empresa gerou milhares de empregos e se tornou uma das maiores empresas do seu ramo, além de registrar sua história nos carnavais e no futebol. Deixará muitas lembranças no consciente coletivo e uma nova paisagem deve surgir no centro de Valinhos. A expectativa parece ser grande na esperança de que um novo projeto para o local possa trazer benefícios para a cidade. RIGESA S.A: A BRI

A PRIMEIRA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

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A PRIMEIRA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA Sérgio Leandro Ferrari - sócio-fundador da APHV, pesquisador e engenheiro Antiga primitiva "Estação dos Vallinhos". Fonte: Revista "O malho", 24/08/1908  Destaca-se na paisagem do centro da cidade de Valinhos, a magnífica construção da antiga estação ferroviária que abriga atualmente o Museu e Acervo Municipal. Fato pouco conhecido é que esta estação foi a segunda implantada em Valinhos tendo sua inauguração ocorrida no ano de 1913.  Foi no longínquo 31 de março de 1872 que ocorreu a inauguração da primeira “Estação dos Vallinhos” , como era chamada, pela Cia Paulista de Estradas de Ferro. Foi a terceira parada estabelecida no trecho inicial da ferrovia que ligava a cidade de Jundiaí à Campinas.  O primeiro trem partiu às 06h30 da estação dos Vallinhos e foi um momento de grande euforia. Em um trecho de uma notícia do  jornal  Gazeta de Campinas , de abril de 1872, o autor enaltece a inauguração e o início do tráfego ferroviário: "

INTRODUÇÃO DE: O TEMPO E A SERRA

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INTRODUÇÃO DE: O TEMPO E A SERRA André Betti - sócio-fundador da APHV, graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e mestre em Ensino e História de Ciências da Terra pelo Instituto de Geociências da UNICAMP, professor de História da Prefeitura Municipal de Valinhos (SP). “De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas (...) ou às perguntas que nós colocamos para nos obrigar a responder”. (Ítalo Calvino) O tempo e a Serra Lecionando a disciplina de História como professor efetivo na EMEB Cecília Meireles na rede pública municipal na cidade de Valinhos (SP), vivenciamos e notamos ao longo dos anos 2000 significativas mudanças no entorno da escola. Uma região que vem sofrendo uma urbanização devastadora enquanto alvo da especulação imobiliária e também do loteamento de um importante ponto turístico da cidade: a Fonte Sônia; tornando-se um local propício para um trabalho pedagógico dirigido aos

ESTUDO E RESTAURO DO RÁDIO RECEPTOR SEMP DC-120

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ESTUDO E RESTAURO DO RÁDIO RECEPTOR SEMP DC-120 André Luiz Polli - Graduado em Engenharia Elétrica, Colecionador e  Associado APHV Vista parcial da parte frontal do rádio. Foto: Acervo do Autor Estudo sobre o rádio receptor super-heteródino valvulado modelo DC-120 da extinta empresa paulista SEMP. Através de pesquisa realizada na internet e comparação com informações e esquema elétrico de outros modelos da mesma empresa tendo como resultado a apresentação da restauração do rádio e a consolidação das informações referentes ao modelo DC-120. A EMPRESA SEMP SEMP é uma empresa brasileira de eletrônicos de consumo fundada em 1942 pelo comendador Affonso Hennel na cidade de São Paulo, cuja principal atividade, em seu início, foi a fabricação de rádios. Um dos marcos na história da empresa foi o lançamento do rádio PT 76, que alcançou enorme popularidade e ganhou o carinhoso apelido de "capelinha". Outro importante marco histórico da empresa paulista foi o lançamento, em 1951, do pr

INTRODUÇÃO DE: MINHAS RAÍZES ITALIANAS

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INTRODUÇÃO DE: MINHAS RAÍZES ITALIANAS Marta Maltoni Gehringer - psicóloga clínica, arteterapeuta, sexóloga, escritora, professora no curso de pós-graduação em Psicologia Transpessoal do Clasi e ceramista. A palavra "história" nasceu na antiga Grécia. Embora pareça tão imponente com seu H maiúsculo, em sua origem a palavra História significava, apenas, "investigação". Setecentos anos antes de Cristo, os gregos foram o primeiro povo a entender a importância de se registrar o passado, para que as futuras gerações descobrissem de onde vieram e aprendessem como seus antepassados batalharam para que seus descendentes não se esquecessem das agruras, das alegrias e das realizações daqueles que os procederam. A curiosidade grega para saber o que aconteceu, como aconteceu e por que aconteceu resultou nas primeiras obras históricas da humanidade, a Ilíada e a Odisseia. Elas foram o marco inicial da milhões de compêndios e biografias que seriam publicados nos 2.600 anos seguin

DA FÁBRICA À CIDADE: NOVA PAISAGEM PARA A ÁREA CENTRAL DE VALINHOS

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DA FÁBRICA À CIDADE: NOVA PAISAGEM PARA A ÁREA CENTRAL DE VALINHOS Luiz Filipe Rampazio - Arquiteto e Urbanista, sócio do escritório Coplanar Ateliê Esta publicação é resultado do trabalho final de graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e trata-se de um projeto de desenho urbano e de valorização paisagística para a área central de Valinhos. O projeto tem seu ponto de partida na possibilidade de repensar a ocupação e usos de três glebas industriais, adjacentes, que delimitam o centro comercial e histórico da cidade, sendo locais marcantes para a memória afetiva e para a paisagem da cidade. Em um futuro próximo, estas indústrias avistam a possibilidade de deixarem suas plataformas industriais ali instaladas e buscarem novas localidades mais adequadas para o desenvolvimento de suas atividades. Devido a possível vacância destes grandes terrenos, faz-se necessária a reflexão sobre o que se espera para essas glebas e para todo o seu entorno imediato, que abarca justamente o

A MÃO DE OBRA NEGRA ESCRAVIZADA NA HISTÓRIA DE VALINHOS

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A MÃO DE OBRA NEGRA ESCRAVIZADA NA HISTÓRIA DE VALINHOS Pedro Luiz Stevolo - Graduado em Historia e Filosofia, Mestrando em História Social, Professor, Pesquisador e Associado APHV e  Victor Fiori Augusto -  Graduado em Filosofia. Mestre em Filosofia, Professor e pesquisador. Jornal Correio Paulistano de 12 de Abril de 1874 (1) É sabido que as terras que constituem hoje o território de Valinhos-SP foram, ao longo do século XVIII e início do XIX, ocupadas por lavouras de cana de açúcar. Posteriormente, em meados do século XIX, transformaram-se em largas plantações de café. Segundo levantamento, Valinhos possuía aproximadamente 28 fazendas de café na virada do século XIX para o XX, cujos proprietários são constantemente lembrados pela historiografia local (SPADACCIA, 1988, p. 25)[1]. No entanto, poucas ou praticamente nenhuma linha foi escrita sobre aqueles que realmente trabalharam para a produção e desenvolvimento nos anos iniciais da cidade de Valinhos, ou seja, a mão de obra negra es

INTRODUÇÃO DE: RITORNO AL PASSATO - A SAGA DE UMA FAMÍLIA VENETA

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INTRODUÇÃO DE: RITORNO AL PASSATO - A SAGA DE UMA FAMÍLIA VENETA Romilda Aparecida Cazissi Baldin - Genealogista e Pesquisadora, Titular da Cadeira 8 do  Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas.   Primeiro Prefácio: Recebi da senhora Romilda Cazissi Baldin, autora do livro sobre a família Baldin, o convite para redigir o Prefácio do livro a ser publicado proximamente e, embora não seja escritor, aceitei de bom grado, o qual muito, e honra e pelo qual sou grato por vários motivos.  Antes de tudo, há cinco anos, quando por acaso, através da Cúria Diocesana de Vittorio Vêneto, foi-me solicitado um documento sobre a família Baldin. Uma grande amizade me ligou à senhora Romilda Baldin, da qual provinha o pedido. Uma vez encontrado o documento, encontramo-nos em diversas ocasiões no Brasil e recentemente na Itália.  Após tantas pesquisas, feitas por mim sobre as origens da família Baldin, particularmente as que dizem respeito àqueles que no fim dos anos 1.800 partiram da It

CARTA ABERTA DE RECOMENDAÇÃO E PROPOSTAS DE DESENVOLVIMENTOS EM PERÍODO ELEITORAL

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CARTA ABERTA DE RECOMENDAÇÃO E PROPOSTAS DE DESENVOLVIMENTOS E ESTUDOS NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO HISTÓRICA, CULTURAL E MUSEAL PARA A CIDADE DE VALINHOS EM PERÍODO ELEITORAL Comprovante de entrega e assinaturas de candidatos e representantes   Valinhos, 12/10/2020 A Associação de Preservação Histórica de Valinhos (APHV)  foi fundada em 2014 e é uma entidade particular sem fins lucrativos que tem como missão contribuir para a preservação da história local, memória e identidade da cidade de Valinhos, desenvolvendo atividades sociais e educacionais, de pesquisa e filantropia, através de exposições de longa duração, temporárias e itinerantes. As atividades são desenvolvidas para a comunidade em geral, podendo relacionar-se com colecionadores, entidades de classes e até órgãos governamentais de preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, tais como, o CONDEPHAAT/SP, IPHAN e IBRAN. A APHV vem, mui respeitosamente, encaminhar esta carta aberta  aos Candidatos a Prefeito com a

INTRODUÇÃO DE: EDIÇÃO COMEMORATIVA - 65 ANOS DA FESTA DO FIGO DE VALINHOS

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INTRODUÇÃO DE: EDIÇÃO COMEMORATIVA - 65 ANOS DA FESTA DO FIGO DE VALINHOS Roseli Bernardo Affonso - Graduada em Jornalismo e Relações Públicas, radialista e sócia proprietária da AR2 Comunicação & Eventos, Fernando Luiz de Andrade D´Ávila - Jornalista e radialista e Roberta de Andréa - Graduada em Jornalismo e sócia proprietária da AR2 Comunicação & Eventos. A história da Festa do Figo está se perdendo! A frase ouvida por diversas vezes nos motivou a reconstruir essa trajetória de homens e mulheres que trabalharam para a projeção da fruticultura e o desenvolvimento harmonioso do município. As informações e os relatos estão dispersos, pioneiros já faleceram, mas como num grande quebra-cabeça fomos juntando as peças e conseguimos através de fotos, depoimentos e intensa pesquisa montar esta história de 65 anos da Festa do Figo. Este foi o grande desafio em resgatar, sintetizar uma vez que são muitas as informações, e relatar em 100 páginas os fatos tão preciosos construídos nos pr